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Especialidade · Dermatologia Cirúrgica

Segurança na remoção, cuidado no resultado.

Biópsias e remoção de lesões em consultório, com anestesia local e cuidado com o resultado.

Dr. Pedro Siqueira realizando um procedimento cirúrgico

Algumas condições da pele pedem uma abordagem cirúrgica, seja para confirmar um diagnóstico, seja para tratar. A biópsia, por exemplo, é um procedimento simples, feito em consultório, que traz respostas com segurança, inclusive sobre o câncer de pele.

Realizo remoção de lesões benignas (cistos, lipomas, nevos) e malignas, cirurgia de unha encravada e cauterização de lesões virais, sempre com anestesia local e protocolos de segurança. No resultado, sigo uma ordem clara de prioridades: primeiro a cura, depois a função e, junto delas, a melhor estética possível.

Tratamentos e Procedimentos:
Cantoplastia (Cirurgia de Unha)

A unha encravada (onicocriptose) acontece quando a lâmina da unha machuca a pele lateral do dedo, gerando dor, inflamação e, com frequência, tecido de granulação, aquela carne esponjosa que sangra com facilidade. Corte da unha em curva e calçado apertado são fatores comuns.

Retirar apenas a espícula resolve a crise, mas o encravamento retorna enquanto a matriz continuar produzindo unha naquela largura. A cantoplastia trata a borda da unha de forma definitiva, com anestesia local, em consultório.

Antes de operar eu confirmo o diagnóstico, porque nem toda dor na borda da unha é encravamento, e verifico condições que mudam a conduta e os cuidados no pós-operatório, como diabetes e alterações de circulação nos pés.

Lobuloplastia

A lobuloplastia corrige o lóbulo da orelha rasgado, fendido ou alargado pelo uso prolongado de brincos pesados, por tração acidental ou por alargador. É um procedimento ambulatorial, com anestesia local.

O planejamento da incisão importa mais do que parece: uma sutura em linha reta na borda do lóbulo tende a formar um entalhe quando a cicatriz retrai, então o desenho é feito justamente para evitar esse degrau.

A nova perfuração, quando desejada, é feita depois da cicatrização completa e fora da linha da cicatriz. Em pessoas com histórico de queloide, especialmente na orelha, converso antes sobre esse risco e sobre as medidas de prevenção.

Exérese de Cistos e Lipomas

Cisto epidérmico e lipoma são lesões benignas com origens diferentes: o cisto é uma cavidade na própria pele que acumula queratina, e o lipoma é um tumor de gordura no tecido subcutâneo. Essa diferença muda a técnica de retirada.

No cisto, o objetivo é remover a cápsula inteira; se ficar um fragmento, a lesão volta. Operar durante um episódio de inflamação ou infecção também aumenta a chance de recidiva e de cicatriz pior, então às vezes trato a inflamação primeiro e programo a cirurgia depois.

Escolho a incisão pensando na cicatriz desde antes de começar, acompanhando as linhas de tensão da pele, com a ordem de prioridade que uso em toda cirurgia: primeiro a resolução do problema, depois a função e, junto delas, o melhor resultado estético possível. O material retirado é enviado para análise laboratorial.

Remoção de Pintas e Nevos

A retirada de sinais tem duas indicações bem distintas, e vale saber qual é a sua: a lesão suspeita, em que a remoção é ao mesmo tempo diagnóstica e terapêutica, e a lesão claramente benigna que incomoda por atrito com a roupa, por atrapalhar o barbear ou por questão estética.

A técnica muda conforme o caso. Lesão com suspeita de malignidade é retirada por excisão, com margem e profundidade adequadas, nunca por métodos que destroem o tecido, porque isso inviabilizaria a análise laboratorial e poderia mascarar um diagnóstico.

Todo material retirado é enviado para exame histopatológico, mesmo quando o aspecto clínico e dermatoscópico é tranquilizador. É uma conduta de segurança da qual não abro mão.

Biópsia de Pele

A biópsia retira um fragmento de pele para análise ao microscópio. É um procedimento rápido, com anestesia local, e com frequência é o que encerra meses de tratamento por tentativa e erro.

A escolha da técnica depende da pergunta a ser respondida: em doença inflamatória, a amostra precisa alcançar a profundidade em que o processo acontece; em suspeita de tumor, a região e a margem escolhidas determinam se o laudo será conclusivo. Escolher mal o local da biópsia é a causa mais comum de resultado inconclusivo.

Uso a biópsia para confirmar diagnóstico em doenças inflamatórias e autoimunes, em lesões pigmentadas suspeitas, em quadros que não respondem ao tratamento esperado e nas doenças de unha e de couro cabeludo com apresentação atípica.

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